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08/06/2004 00:16
Não será melhor
Não fazer nada?
Deixar tudo ir de escantilhão pela vida abaixo
Para um naufrágio sem água?
Não será melhor
Colher coisa nenhuma
Nas roseiras sonhadas,
E jazer quieto, a pensar no exílio dos outros,
Nas primaveras por haver?
Não será melhor
Renunciar, como um rebentar de bexigas populares
Na atmosfera das feiras,
A tudo,
Sim, a tudo,
Absolutamente a tudo?
(Álvaro de Campos / 12-04-1934)
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Puxa, desde o dia 8 (hoje é dia 13, domingo) o IG não me permite postar nada. Estou quase desistindo. Ontem eu criei um blog no blogspot, não foi preciso criar e-mail, utilizei o do meu provedor mesmo, mas não me agrada muito a idéia de abrir um outro espaço de mesmo nome. Espero que o IG normalize seus serviços o quanto antes. Ainda não sei o que eles pretendem: que todos paguem, ou que todos saiam daqui?
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Seminário Superior de Literatura Portuguesa
De 14 a 18 de junho, das 14 às 18h, na UERJ.
Confira a programação aqui.
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Acabei de ouvir, na voz de Cássia Eller:
Mal Nenhum
(Lobão / Cazuza)
Nunca viram ninguém triste
Por que não me deixam em paz
As guerras são todas tão tristes
E não têm nada de mais
Me deixem bicho acuado
Por um inimigo imaginário
A correr atrás dos carros
Feito um cachorro otário
Me deixem, ataque equivocado
Por um falso alarme
Quebrando objetos inúteis
Como quem leva uma porrada
Me deixem esmurrar a faca
Amolar a faca cega da paixão
E dar tiros a esmo
Ferindo sempre o mesmo
Cego coração
Por isso não escondam suas crianças
Nem me chamem o síndico
Não me chamem a polícia
Não me chamem o hospício
Eu não posso causar mal nenhum
A não ser a mim mesmo
A não ser a mim
enviada por Engavetada
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