engavetado(a)(s) no momento... ��Das Gavetas do Quarto��

Das Gavetas do Quarto


Perfil

Visito Sempre
Ag�ncia Matrimonial Alguma Coisa Ch� com Bife Ef�meros Passantes A Equilibrista ��Flashes On�ricos�� A Flor e a N�usea Fox Home Freakish Desire Letras, Notas e Sentimentos Myrtha ��NaDa e TudO�� S�ndalo Branco Un�nime

Eventualmente
Quelque Chose Darkness & Hope Zona Contaminada Filmes... ou quase Minha Vida em Technicolor Walkwoman Vinte e Poucos Eliana Printes Blog do Romance Atire no Dramaturgo

Tire todas as suas d�vidas sobre blogs.

�ltimas Not�cias
Estad�o

Onde Engavetar
engavetada@rio.skydome.net

J� Saiu da Gaveta

30/06/2004 00:56

Outro lugar

Como já era de se esperar, meu tempo por aqui acabou. O blog, no entanto, continua – aqui. É claro que, se dependesse apenas de Someone, a mudança não teria acontecido tão cedo. ;-)
Em tempo: não espere(m) nada novo. Continua igualzinho.
Puxa, é uma pena abandonar o IG... Tive o acesso ao template interrompido, continuei; as gavetas desta página foram seqüestradas, continuei; agora, diante de limite de comentários e limite de post, realmente fica complicado. Por mim, até continuaria, mas leitores revoltados resolveram se mobilizar. rs Aguardo você(s) no novo endereço.
Voltei a ser Someone...

enviada por Engavetada



29/06/2004 16:25

O anjo da escada

Na volta da escada,
Na volta escura da escada.
O Anjo disse o meu nome.
E o meu nome varou de lado a lado o meu peito.
E vinha um rumor distante de vozes clamando clamando...
Deixa-me!
Que tenho a ver com as tuas naus perdidas?
Deixa-me sozinho com os meus pássaros...
com os meus caminhos...
com as minhas nuvens...

(Mario Quintana)

_______

Tempo nebuloso II

Ultimamente tem sido um horror cumprir com minhas obrigações acadêmicas. O que antes eu levava um dia para conseguir, agora tenho levado uma semana, praticamente. Não é por falta de planejamento, falta de tempo, falta de organização, falta de vontade, falta de responsabilidade, falta de professores mais rígidos e intolerantes, falta de vergonha na cara, enfim, nada disso. Existe uma falta, sim. Não é de vontade, como já disse, é falta de ânimo. As nuvens negras ainda pairam por aqui. Por mais difícil que esteja sendo fazer qualquer coisa, não, eu não vou desistir... O pior de tudo é que, além da nebulosidade, ainda existe o meu mais acentuado defeito: perfeccionismo, o que dificulta ainda mais o andamento das coisas... Só espero que meus professores continuem sendo tolerantes. De qualquer forma, cedo ou tarde, sempre chega o momento em que se não pode adiar mais nada. Não vejo a hora deste período terminar! Quanto ao tempo nebuloso, preciso tomar algumas providências, mas, até para isso anda me faltando ânimo... :-/ A verdade é que eu já vi toda essa história antes, só não quero admitir, ou melhor, não quero repeti-la.

enviada por Engavetada



24/06/2004 01:41

(Ao telefone com uma amiga...)

E aí, tudo bem?
– Taaah...
– Ih, esse "tá" não foi muito legal...
– Bem, não dormi chorando e não estou mais querendo morrer... hehehe Estou melhor que antes, não? :-)

Não, não vou dizer que estou 100%, pelo menos a trégua (ou surto) deu para recarregar um pouco a bateria. Às vezes, viver dói... Bem, o tempo nebuloso destruiu plantações, retirou muitas coisas do lugar, conseguiu me deixar mais enrolada que o normal, e agora vou precisar dar uma arrumada em tudo, o que vai me deixar meio "enclausurada" por um tempo. Mais? Pois é...

Fui ao cinema pela última vez há uma semana, na quarta-feira passada. O filme? "Cazuza – O tempo não pára". Não vou comentá-lo, muitas pessoas ainda não foram assistir. Só digo uma coisa: não gostei. :-)

Hoje, na faculdade, uma professora me disse que sente um carinho e afeição muito grandes por mim. Bah... E daí? Como já comentei em "posts" remotos, às vezes é bom ouvir certas coisas de pessoas que não convivem diretamente conosco, principalmente quando não se está bem, e a pessoa nem faz idéia disso. :-) É sempre bom saber que alguém acredita, enxerga algo em nós.

enviada por Engavetada



23/06/2004 01:30

O tempo é implacável

"Que multidão de dependências na vida, leitor. Umas cousas nascem de outras, enroscam-se, desatam-se, confundem-se, perdem-se, e o tempo vai andando sem se perder a si." (Esaú e Jacó, Machado de Assis)


Da série Diálogos

(Na faculdade...)

Fez o trabalho?
– Não.
Como assim?
– Não fiz.
Por quê?
– Ah, eu não fiz.
Não acredito, calma aí... Por que você não fez o trabalho? O que vai dizer à professora?
– Vou dizer a verdade, ora, que não fiz, e vou perguntar se ela pode aceitá-lo na próxima semana.
Pergunta se ela vem na quinta-feira, de repente...
– Não, não quero resolver nada esta semana.

Sim, eu tinha um trabalho para entregar hoje (dia 22). Neste período eu ainda não entreguei nada exatamente no dia marcado, felizmente não tenho tido problemas quanto a isso. Hoje (terça-feira) não foi diferente. A professora estava voltando da licença-maternidade, a primeira coisa que disse em sala foi: "Pessoal, vou dar mais uma semana a vocês para o trabalho, ok? O João (professor substituto) me disse que faltou discutir o texto sobre o Mário de Andrade. Falaremos sobre ele hoje, vou tirar as dúvidas, na próxima aula vocês me entregam... Só não tenho como adiar o trabalho do dia 13 de julho, ok?". Sem problemas. Perfeito. Deus existe! ;-)
Não posso parar o tempo, não posso parar o mundo, não posso parar as aulas na faculdade, mas posso me permitir certos adiamentos... Às vezes são necessários. Estava precisando respirar. Antes que chovam as "broncas", tudo bem, eu sei, um dia eu ainda cresço. ;-)

enviada por Engavetada



22/06/2004 01:39

Tempo nebuloso

Tenho andado meio "down", triste, deprê, tudo de ruim e mais um pouco ultimamente... heheh Não sei muito bem o porquê. Sei que é uma vontade de ficar quietinha, não falar com ninguém, não ter de sair de casa, não ter de ir à faculdade, essas coisas... Queria que o tempo parasse um pouco, pelo menos até que tudo se acertasse aqui dentro, mas está complicado. Tudo errado aqui, acaba dando tudo errado lá fora, caos total. Só queria sumir um pouquinho, não definitivamente... Sei que as pessoas não gostam muito de ler sobre isso, se você não gosta, não leia, ignore. Não vou deixar de escrever o que sinto por causa de ninguém. E não tenho medo de me expor assim, cada um tem o direito de pensar o que quiser, não ligo.
Não sei se já comentei sobre uma cena do filme Edifício Master (acho que sim). O pessoal chega para filmar, uma menina atende meio sonolenta, diz que havia esquecido a hora combinada, a equipe pede desculpas, pergunta se não tem problema, se ela gostaria que voltassem depois (ah, mais ou menos assim, não lembro exatamente), e a menina responde: "não, o problema é de quem vai ver". Adorei! Pois é, se o que escrevo incomoda, o problema é de quem vai ler... ;-)

Ritual
(Cazuza / Roberto Frejat)

Pra que sonhar
A vida é tão desconhecida e mágica
Que dorme às vezes do teu lado
Calada
Calada

Pra que buscar o paraíso
Se até o poeta fecha o livro
Sente o perfume de uma flor no lixo
E fuxica
Fuxica

Tantas histórias de um grande amor perdido
Terras perdidas, precipícios
Faz sacrifícios, imola mil virgens
Uma por uma, milhares de dias

Ao mesmo Deus que ensina a prazo
Ao mais esperto e ao mais otário
Que o amor, na prática, é sempre ao contrário
Que o amor, na prática, é sempre ao contrário

Ah, pra que chorar
A vida é bela e cruel, despida
Tão desprevenida e exata
Que um dia acaba


enviada por Engavetada



20/06/2004 23:42

Cultura (in)útil: Ôswald ou Oswáld?

Segundo Antonio Candido e Mário da Silva Brito, que o conheceram de perto, o certo é "Oswáld", "Oswáld" de Andrade. Sempre gostei mais de "Ôswald"...

enviada por Engavetada



19/06/2004 14:40

Trilha sonora da semana



[Preciso dizer que te amo – Toda a paixão do poeta / 2001]

Quarta-feira
(Zé Luís / Cazuza)

Livro depressivo
Na areia da praia
Eu banco o depressivo

Talvez você caia
Na minha rede um dia
Cheia de cacos de vidro
De cacos de vidro

E o galã não vê
Que é bombardeado
Com balas de hortelã
Com balas de hortelã

E a santa milagrosa vê
Que Deus não dá esmola
Subitamente assalta
Subitamente assalta

Quero que você me ame bastante
Daqui até a Constante Ramos
Vamos, vamos
Vamos lado a lado
Como dois gigantes
Enfrentando os ônibus

E o menino triste quer ser um herói
Mesmo um herói triste
Mesmo um herói triste

E a dama sem cara
Das bolsas vazias
Sente um amor aflito
Sente um amor aflito

Ando apaixonado
Por cachorros e bichas
Duques e xerifes
Porque eles sabem
Que amar é abanar o rabo
(É abanar o rabo)
Lamber e dar a pata

E as mulatas sonham
Que são raptadas
Por sheiks alemães
Por sheiks alemães

No escritório sonham
Que já é de tarde
Todas as manhãs
Todas as manhãs
_______

Da série Diálogos

(Terça-feira... Na faculdade.)

Menina 1: Someone, você estuda aqui desde o início, com a mesma turma, ou veio transferida?
Someone: Desde o início, por quê?
Menina 1: Não, nada. Por que você não fala com as pessoas?
Someone: Você acha estranho?
Menina 1: Não, vai ver você não encontrou alguém legal ainda... Não a vejo andando em grupos.
Someone: Ah, não, realmente, não tenho um grupo fixo, mas eu falo com todos. Falo e não falo ao mesmo tempo, mas me dou bem com o pessoal.
Menina 1: Sempre a vejo sozinha pelos corredores... Pergunto porque eu vim de outra faculdade, sabe? Por isso eu não falo com ninguém, me sinto meio deslocada, é horrível...
Someone: Ah, entendo. Eu gosto, não me incomodo.


(No mesmo dia, com outra pessoa)

(...)
Someone: Como foi o dia 12?
Menina 2: Normal, nem nos vimos.
Someone: Jura? Não acredito!
Menina 2: Ah, ele me diz que não conhece ninguém mais solitário do que eu... Aí eu falei que é porque ele não conhece você. rs
Someone: Você falou isso? hehehe Ah, sabe aquela menina ali? (Apontei para a do diálogo anterior.) Ela veio me perguntar por que eu estou sempre sozinha, se eu não falo com ninguém...
Menina 2: Ih, ela me perguntou a mesma coisa.
Someone: Sobre mim?
Menina 2: É.
Someone: Quando? Hoje também?
Menina 2: Não, na semana passada.
Someone: Nossa, estou ficando famosa...


(Quinta-feira... Outra pessoa, ainda na faculdade)

Someone: Puxa, sabe o que me perguntaram anteontem? Por que eu não falo com ninguém...
Menina 3: Ah, não é possível. Você fala com todo mundo, Someone. Essa pessoa não te conhece. heheh Basta andar ao seu lado alguns segundos, e lá está você cumprimentando alguém...
Someone: Pois é, achei engraçado. rs

Acho engraçado como as pessoas me vêem de forma tão diferente. :-)

enviada por Engavetada



18/06/2004 23:19

"Estou me acostumando comigo,
revendo a casa, os vizinhos
e os vazamentos
e isso já não me assusta mais”

Não, não vou dizer que nunca estive tão bem comigo mesma, pois posso acordar péssima amanhã. :-) O estar bem, na verdade, tem a ver com o estar sozinha, que significa não estar namorando, conhecendo, “ficando”, ou seja lá qual outra identificação existir. Quem me conhece sabe o quanto eu gosto de ficar sozinha, mas também sabe o quanto eu gosto da presença de alguém na minha vida. Uma presença meio distante, confesso, mesmo assim, uma presença. Alguém presente, para mim, significa alguém capaz de fazer com que eu me sinta amada, o que aconteceu apenas uma vez até hoje, mas, infelizmente, meu sentimento não era o mesmo.
Já faz tempo que eu tento fazer as pazes comigo, sentimentalmente falando. Levar um fora não é algo tão simples, tão fácil de ser digerido, principalmente quando se gosta da pessoa (ou se pensa que gosta). Já vai fazer um ano que um processo de reconstrução está em andamento. Não estou falando da pessoa especificamente, falo da situação em si, que acabou acontecendo de novo, alguns meses depois, com outra pessoa. O quase um ano tem a ver com a situação, não com as pessoas envolvidas.
Ando meio fechada, ou engavetada, para utilizar meu codinome neste espaço. Não estou em busca de nada, de ninguém (na verdade, nunca estive). Apenas não tenho como facilitar qualquer aproximação, estou em um momento extremamente intimista. Quem quiser se aproximar, terá de ter paciência, caso contrário, nada feito.
Demorei a atingir um estágio de “estar bem”, sem ter o que (ou quem) eu gostaria ao meu lado. Aprendi a conviver com perdas e distâncias. A questão não é medo de passar por tudo novamente, não ter garantias de nada, etc., apenas não estou em um momento propício e favorável para deixar alguém se aproximar. E estou curtindo essa fase. “Estou me acostumando comigo”, vai demorar até que eu me “acostume” com outra pessoa. ;-)
Na verdade, pode parecer estranho, eu sempre me vi afastada de mim mesma, quando namorava alguém. Não sei se é por uma espontaneidade que me falta, ou se eu fico muito mais voltada para o outro que para mim, o que não deixa de ser uma espécie de fuga. Sempre percebi que o meu estar com alguém não era um encontro comigo mesma tampouco com o outro, mas uma fuga de mim. Aquela velha história do “Comigo me desavim”. Como tenho procurado fazer as pazes comigo há algum tempo, outra pessoa não cabe por enquanto. Não é questão de ajudar ou atrapalhar, apenas não tem espaço. E isso não me deixa mal.
Outra coisa: ando menos virtual do que nunca. Pensei em acabar com o blog novamente, mas não estou muito certa ainda. As restrições do IG até que vieram em uma boa hora. Vou esperar mais um pouco... Estar menos virtual, no entanto, não significa estar mais sociável. Só estou meio cansada de “vida virtual” (ou “dependência virtual”)... Como já disse outras vezes, não consigo encontrar um meio-termo nesse sentido. Vou aparecer menos, mas vou continuar aparecendo de alguma forma...

enviada por Engavetada



15/06/2004 00:56

Cada dia uma novidade

"Esta mensagem tem limite de três comentários por dia!"

Não, agora o IG realmente me cansou!
(Parece que o limite está somente neste post.)

_______

Estou bem acompanhada...

Alguns geminianos ilustres:

24 de maio - Bob Dylan (1941);
26 de maio - John Wayne (1907);
31 de maio - Clint Eastwood (1930); Marília Gabriela (1948);
01 de junho - Alanis Morissette (1974); Marilyn Monroe (1926);
02 de junho - Ana Cristina César (1952);
03 de junho - Someone; Chuck Barris (1929);
04 de junho - Angelina Jolie (1975);
10 de junho - João Gilberto (1931);
11 de junho - Tami; Ivy Wyler; Jacques Cousteau (1910);
13 de junho - Fernando Pessoa (1888);
14 de junho - Dalton Trevisan (1925); Che Guevara (1928);
16 de junho - Ivan Lins (1945);
18 de junho - Fernando Henrique Cardoso; Maria Bethânia; Paul McCartney (1942);
19 de junho - Chico Buarque (1944);
20 de junho - Nicole Kidman (1967).

Bom, é claro que eu não coloquei todos, apenas selecionei alguns.

enviada por Engavetada



08/06/2004 00:16

Não será melhor
Não fazer nada?
Deixar tudo ir de escantilhão pela vida abaixo
Para um naufrágio sem água?

Não será melhor
Colher coisa nenhuma
Nas roseiras sonhadas,
E jazer quieto, a pensar no exílio dos outros,
Nas primaveras por haver?

Não será melhor
Renunciar, como um rebentar de bexigas populares
Na atmosfera das feiras,
A tudo,
Sim, a tudo,
Absolutamente a tudo?

(Álvaro de Campos / 12-04-1934)
_______

Puxa, desde o dia 8 (hoje é dia 13, domingo) o IG não me permite postar nada. Estou quase desistindo. Ontem eu criei um blog no blogspot, não foi preciso criar e-mail, utilizei o do meu provedor mesmo, mas não me agrada muito a idéia de abrir um outro espaço de mesmo nome. Espero que o IG normalize seus serviços o quanto antes. Ainda não sei o que eles pretendem: que todos paguem, ou que todos saiam daqui?
_______

Seminário Superior de Literatura Portuguesa

De 14 a 18 de junho, das 14 às 18h, na UERJ.
Confira a programação aqui.
_______

Acabei de ouvir, na voz de Cássia Eller:

Mal Nenhum
(Lobão / Cazuza)

Nunca viram ninguém triste
Por que não me deixam em paz
As guerras são todas tão tristes
E não têm nada de mais

Me deixem bicho acuado
Por um inimigo imaginário
A correr atrás dos carros
Feito um cachorro otário

Me deixem, ataque equivocado
Por um falso alarme
Quebrando objetos inúteis
Como quem leva uma porrada

Me deixem esmurrar a faca
Amolar a faca cega da paixão
E dar tiros a esmo
Ferindo sempre o mesmo
Cego coração


Por isso não escondam suas crianças
Nem me chamem o síndico
Não me chamem a polícia
Não me chamem o hospício

Eu não posso causar mal nenhum
A não ser a mim mesmo
A não ser a mim


enviada por Engavetada



07/06/2004 16:23

Chegou hoje:



[As Flores do Mal, Baudelaire. Edição bilíngüe. Tradução de Ivan Junqueira.]

O Retrato

A Doença e a Morte tornam cinza todo
Aquele fogo que por nós ardeu.
Dos olhos a me olhar daquele modo,
Da boca onde meu ser se dissolveu,

Dos beijos sempre fiéis a uma ordem dada,
Dos êxtases mais vivos que fulgores,
Que resta? É horrível, ó minha alma! Nada
Mais que um pálido esboço de três cores

Que se extingue, como eu, na solitude,
E que o Tempo, sem pressa e em toda parte
Vai roçando com asa amarga e rude...

Negro assassino da Vida e da Arte,
Jamais hás de matar-me na memória
A que foi meu prazer e minha glória!

enviada por Engavetada



06/06/2004 11:48

Constatação

Aguardo um telefonema qualquer. O telefone toca, eu não atendo. Espero ter com quem conversar. Alguém chega, não abro a boca. Espero conseguir prazos maiores. Consigo, é como se nada mudasse. Nada basta. Nada chega. Nada é suficiente. Nada me satisfaz. Espero ter mais tempo livre. ("Mais?", podem pensar alguns.) Queria tempo livre de mim, não tempo livre para mim. Hoje, remexendo alguns arquivos, cheguei à dura constatação do quanto eu sou (ou fui) extremamente idiota, a pessoa mais idiota do mundo! Um ano precisou passar para eu realmente me dar conta. Não adianta, quando não se quer enxergar, realmente não se enxerga... Lamentável. E é com tal sensação que eu vou tentar dormir... :-/ (23h40min)
_______

Um absurdo!

“O Blig gratuito permite a postagem de uma mensagem por dia.
Para que seu Blig não tenha limite de posts, clique aqui e assine o Blig Turbo. Além dessa vantagem, ele ainda vai ganhar diversas funcionalidades adicionais!”

Mas nem tudo está perdido: basta editar as mensagens postadas e acrescentar-lhes outros textos.
_______

Vexame em plena sexta-feira à noite

(Chegando em casa...)
Mãe: O que foi? Aconteceu alguma coisa? Alguém mexeu com você?
Someone (quase chorando): Ai, não, daqui a pouco eu conto, preciso me refazer...
Mãe: Já sei! Cachorro? (E começa a rir.)
Someone: Foi.
Mãe: Onde?
Someone: Espera... Põe a mão aqui (aponta para o coração)... Foi no metrô.
Mãe: Cruuuzes! Você vai ficar conhecida... (Foi a segunda vez em uma semana.)
Someone: Foi assim: eu saí da plataforma, subi a escada, ultrapassei a roleta, depois, quando ia sair da estação, um cachorro apareceu. Eu recuei um pouco, pensei em sair pelo outro lado, mas, como eu teria de passar por onde ele estava, desisti, fiquei perto das roletas, observando... O cachorro entrou, aproximou-se das pessoas que estavam comprando bilhetes, eu abri minha mochila, tirei um bilhete, pensei em passar pela roleta de novo... hehehe O segurança saiu da cabine e o colocou para fora. Olhou para mim: ele foi embora?, perguntei. “Sim”. E o cachorro apareceu de novo. O segurança o afugentou, eu passei... Desci a passarela com as pernas trêmulas e chorando... Por que chorei? Como sou idiota, pensei. rs
Eu sempre me sinto mal quando essas coisas acontecem, realmente me sinto muuuuuuito idiota mesmo, fazer o quê? Engraçado: um frio descomunal, eu consegui transpirar! rs O que um cachorro não faz...

enviada por Engavetada



05/06/2004 00:56

Quinta-feira, 03 de junho de 2004

Acho legal quando eu faço aniversário exatamente no dia da semana em que eu nasci. Foi o que aconteceu anteontem.
Para quem já está cansado de saber da minha "teoria", agora sim começou um novo ano em minha vida.
Sou meio avessa a datas comemorativas, normalmente elas passam em branco, nada me dizem, são como um dia qualquer. Sim, eu não costumo comemorar certas coisas, mas eu gosto quando me cumprimentam. Viu? Nem tudo está perdido. :-) O mesmo acontece em fim de ano. Eu durmo, não comemoro nada, mas acho legal a troca de cartões, de mensagens positivas...
Não fico chateada quando esquecem ou não me cumprimentam no meu aniversário, não mesmo. Na verdade, nos dois últimos anos eu me chateei um pouco, sim, mas foi porque o meu pai esqueceu, não me cumprimentou, enfim, fez falta. Neste ano, não sei se ele lembrou (ou se foi lembrado, não importa), sei que falou comigo. Foi bom.
Todo ano são as mesmas datas, às vezes as pessoas se cansam de cumprimentar as outras. Não sei, deve haver uma explicação mais plausível. ;-)
Às vezes eu mesma deixo de cumprimentar alguém, NUNCA um(a) amigo(a) muito próximo(a), e não é por esquecimento, às vezes eu penso que meu cumprimento não vai fazer falta, que eu não tenho intimidade suficiente para desejar um "Feliz Aniversário", que eu estive meio distante e não vejo muito sentido em aparecer (não fisicamente) no dia, às vezes (não, sempre) fico sem jeito, enfim, existem várias razões. Como eu acho que as pessoas "esquecidas" não devem se chatear, não me sinto tão mal. :-) Penso assim: melhor um "Parabéns" sincero e espontâneo que um "Parabéns" para cumprir algum código social.
Meu dia "deu em chuvoso", mas no geral foi bom. :-) Obrigada a quem telefonou, me mandou cartão... Obrigada a quem não fez nada disso também. Obrigada pelos poemas e por todas as mensagens, Pipi. Obrigada, Naivefire, pela companhia. Obrigada, Sândalo, Marie e todas as meninas, pelo Parabéns que entoaram no hall da faculdade. rs Valeu! :-)
Até o próximo...

enviada por Engavetada



03/06/2004 23:39

O dia deu em chuvoso.
A manhã, contudo, esteve bastante azul.
O dia deu em chuvoso.
Desde manhã eu estava um pouco triste.
Antecipação? tristeza? coisa nenhuma?
Não sei: já ao acordar estava triste.
O dia deu em chuvoso.
(...)
Carinhos? Afetos? São memórias...
É preciso ser-se criança para os ter...
Minha madrugada perdida, meu céu azul verdadeiro!
O dia deu em chuvoso.
(...)

("Trapo", Álvaro de Campos)

enviada por Engavetada



02/06/2004 17:31

Última chamada

Quem quiser se aventurar pelo teste deste blog, clique aqui. Vou fechá-lo durante o fim de semana.

enviada por Engavetada



02/06/2004 17:17

Al Otro Lado del Río, como já disse, foi composta especialmente para o filme Diários de Motocicleta, a pedido de Walter Salles, que tem todos os CDs de Jorge Drexler. O cantor e compositor uruguaio acaba de lançar seu sétimo CD (Eco), e nele não consta a música do filme. "Esse meu tino comercial vai acabar com a minha carreira", diz ele para brincar com o seu erro.
Hoje eu recebi de um generoso e casual visitante deste blog a letra da música e, como se não bastasse, também o MP3. Como meu acesso é discado, só vou poder baixá-la mais tarde. :-)
Ah, para quem não sabe, Paulinho Moska gravou duas canções de Drexler, no CD Tudo Novo de Novo: "La Edad del Cielo" e "Dos Colores: Blanco y Negro". Y vamos al otro lado del río...

Al Otro Lado del Río
(Jorge Drexler)

Clavo mi remo en el agua
Llevo tu remo en el mío
Creo que he visto una luz
al otro lado del río

El día le irá pudiendo
poco a poco al frío
Creo que he visto una luz
al otro lado del río

Sobre todo creo que
no todo está perdido
Tanta lágrima, tanta lágrima
y yo, soy un vaso vacío

Oigo una voz que me llama
casi un suspiro
Rema, rema, rema-a
Rema, rema, rema-a

En esta orilla del mundo
lo que no es presa es baldío
Creo que he visto una luz
al otro lado del río

Yo muy serio voy remando
muy adentro sonrío
Creo que he visto una luz
al otro lado del río

Sobre todo creo que
no todo está perdido
Tanta lágrima, tanta lágrima
y yo, soy un vaso vacío

Oigo una voz que me llama
casi un suspiro
Rema, rema, rema-a
Rema, rema, rema-a

Clavo mi remo en el agua
Llevo tu remo en el mío
creo que he visto una luz
al otro lado del río

enviada por Engavetada



31/05/2004 14:19

Orhan Pamuk (Turquia, 1952)

"Você não pode embarcar de novo na vida, esta viagem de carro única, quando ela termina, mas, se tem um livro na mão, por mais complexo ou difícil que seja compreendê-lo, ao terminá-lo você pode, se quiser, voltar ao começo, ler de novo, e assim compreender aquilo que é difícil, assim compreendendo também a vida." (Orhan Pamuk In: O Castelo Branco)

enviada por Engavetada



31/05/2004 01:40

Diários de Motocicleta (trilha sonora)

O uruguaio Jorge Drexler compôs Al otro lado del río especialmente para o filme de Walter Salles. Não saí do cinema enquanto a música não parou de tocar – é com ela que o filme termina –, depois ainda fiquei um pouco mais para saber quem a cantava. Adorei! Se alguém conseguir a letra, por favor, mande-a para mim... :-)
Outra coisa: assisti ao trailer do filme sobre o Cazuza que vai estrear. Acabei chorando um pouquinho, só com o trailer, imagine(m) com o filme... Talvez não, apenas pretendo ir sozinha, por precaução. rs

enviada por Engavetada



31/05/2004 01:36

Para relaxar um pouco...


Que filme adolescente você é?


enviada por Engavetada



30/05/2004 22:49

Um telefonema

O telefone tocou, eu atendi, chamaram por mim. Em geral pergunto quem é porque nem sempre estou disposta a ser chateada.
Mas dessa vez alguma coisa na voz, doce e tímida, me fez dizer que era eu mesma que estava ao telefone. Então a voz disse: sou uma leitora sua e quero que você seja feliz. Perguntei: como é seu nome? Respondeu: uma leitora. Eu disse: mas eu quero saber seu nome para poder dizê-lo ao desejar que você seja feliz. Mas foi inútil, ela não tinha sequer diante de mim a vontade de aparecer como pessoa que é. Era o anonimato completo. Mas para você, de quem nem ao menos sei o nome, quero que tenha alegrias e que, se já não é casada, que encontre o homem de sua vida. Peço também que não leia tudo o que escrevo porque muitas vezes sou áspera e não quero que você receba minha aspereza.

[Clarice Lispector In A Descoberta do Mundo, p. 73]


enviada por Engavetada



30/05/2004 22:31


Por que ando revisitando A Descoberta do Mundo? Na verdade, não existe uma razão específica (ou plausível), simplesmente junho está chegando e com ele faz um ano que o ganhei... A folha com a dedicatória hoje se esconde na orelha da capa. Ler trechos do livro eu consigo, a dedicatória, por enquanto prefiro deixá-la escondida. Não sei bem o porquê, de alguma forma ainda me causa um certo incômodo. Aproveitando o post anterior, não entendo. :-) Bem, no livro estão as crônicas de Clarice publicadas no Jornal do Brasil de 1967 a 1973. Ao lado do Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa, pode ser considerado meu outro livro de cabeceira.

enviada por Engavetada



30/05/2004 22:25

Não entender

Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma bênção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.

[Clarice Lispector In A Descoberta do Mundo, p. 172]

enviada por Engavetada



27/05/2004 15:34

Já estamos em 2005 (Isso acontece com você?)

Não sei se existe alguma explicação científica, se acontece com a maioria das pessoas, se é comum ou não, realmente não sei. É, no mínimo, curioso. Eu me lembro de quando eu tinha exercícios de matemática no colégio para fazer... Às vezes estava tudo certinho, mas o resultado não batia porque um “4” havia saído como “5”. Sempre acontecia comigo, felizmente eu percebia antes de entregar ao professor. E ainda hoje acontece. Toda vez que eu penso em escrever um “4” a minha mão escreve “5”. Não, toda vez é exagero, quase sempre. Quando eu não escrevo é porque meu cérebro me avisou antes, enfim, quando não escrevo, eu SEMPRE penso, e é o que me tem feito pensar TODOS OS DIAS que 2005 já chegou.
Conversei sobre isso com um menino (senhor) da minha turma nesta semana... Ele: “Talvez você pense assim por estarmos no mês de maio...”. Foi uma tentativa para explicar o meu “05” ao final das datas. Minha resposta: “Mas eu tenho feito isso desde janeiro...”. :-) Isto também acontece com você(s)?

enviada por Engavetada



27/05/2004 15:02

Um filme bem particular

Hoje eu consegui a proeza de chegar às 11h30min para uma aula que havia começado às 10h40min, ou seja, 50 minutos de atraso. Antes que pensem, não, não foi preguiça! :-) Someone dormiu por volta das 2h, passou mal um pouco antes das 6h, pensou em ficar acordada direto, mas acabou pegando no sono um pouco depois. Só consegui acordar às 10h :-/, horário em que eu deveria estar saindo de casa. Bom, pelo menos deu para assistir a 50 min de aula, melhor que nada. :-) E ainda deu para trazer uma tarefa para casa: conversei com a professora ao final da aula sobre um filme, agora vou ter de ir a Botafogo locá-lo. Ela sugeriu que eu o utilizasse no trabalho. É um filme de que eu gosto muuuuito, faz um tempo que o vi, irei revê-lo com prazer, mas, puxa, vou ter de ir lá só para isso, aí a preguiça bate... rs Talvez o faça amanhã (ou sábado). Meu tempo anda para lá de escasso...

enviada por Engavetada



27/05/2004 14:36

Títulos oníricos

Depois de A Calma e a Chuva (Albert Rose), sonhei com mais dois livros essa noite. Não lembro os autores, lembro apenas o título de um deles: Diários do Cotidiano. :-)

enviada por Engavetada



27/05/2004 14:22

Fui ao cinema (Espaço Unibanco) ontem. Cheguei com cinco minutos de atraso (15h25min), felizmente antes de o filme (A Mulher do Aviador) ter começado. A única coisa ruim foi que não tive tempo de comer nada. Só pude fazê-lo depois do filme, já por volta das 18h. Para variar, pizza no Tiramisú. Depois voltei para a faculdade.


(Na sala de cinema, assim que o filme terminou, ainda sentada...)

Um menino que estava ao meu lado: Gostou do filme?
Someone (que detesta tal pergunta assim que o um filme termina): Sim.
Menino (mais de 30 anos, suponho): É o primeiro dele que você vê?
Someone: Não. Vi os contos das quatro estações, e este é o segundo da série “Comédias e Provérbios”.
Menino: Ah, então você está acostumada com o estilo dele, já gosta, né?
Someone: Sim.
Menino: Eu não gosto muito não. Dos contos, eu só vi dois, não lembro quais, acho que foi “Conto de Outono” um deles.
Someone: Então, por que está aqui?
Menino: Pois é, se eu não gosto, né? Na verdade, não é que eu não goste, apenas acho tudo sempre a mesma coisa, meio previsível, sempre um casal, aquela mesma história...
Someone: Eu gosto. (E me levantei.)
Menino: Está com pressa?
Someone: Sim, tenho hora.
Menino: Ah, que pena, eu ia te chamar para tomar um café... Qual é o seu nome?
Someone: Someone, e o seu?
Menino: E. (...) No fim de semana eu vi Valentín.
Someone: Legal, também já vi. É muito fofo, né?
Menino: Não sei o que me deu, acho que eu estava muito sensível no dia.
(...)
Someone (ao olhar um cartaz): Estou querendo ver “Minha Vida Sem Mim”, já viu?
Menino: Minha vida estava sem mim, agora está com você...
(Ele poderia ter-me poupado, não? rs)
Someone (depois de um sorriso amarelo): Já viu?
Menino: Não, também quero ver. Por que não marcamos para vermos juntosa?
Someone: Por que não deixamos o acaso nos proporcionar um novo encontro, como nos filmes do Rohmer? rs
Menino: Assim fica difícil, por que não me dá seu telefone?
Someone: Humm, prefiro confiar no acaso...
Menino: Então fica com o meu.
(...)

E chega. Mais um “maluco” que eu atraio. Na verdade, durante todo o filme ele me olhou com insistência, quase me levantei e fui para outro lugar. Já estava me incomodando. Sobrevivi. Não esperava que puxasse conversa depois, mas até que não foi inconveniente, o papo fluiu bem. Acho que ele quis reproduzir alguma cena do filme – encontro casual, café, universo de Rohmer... rs
Depois eu volto para falar sobre o filme (ou não).

enviada por Engavetada



26/05/2004 22:01

Na voz de Thalma de Freitas:

Tranqüilo
(Kassin)

Tranqüila
Levo a vida tranqüila
Não tenho medo do mundo
Não vou me preocupar
Tranqüila
Levo a vida tranqüila
Não tenho medo da morte
Não vou me preocupar
Que passe por mim a doença
Que passe por mim a pobreza
Que passe por mim a maldade, a mentira e a falta de crença
Que passe por mim olho grande
Que passe por mim a má sorte
Que passe por mim a inveja, a discórdia e a ignorância
Tranqüila
Levo a vida tranqüila
Que me passe
A doença que me passe
A pobreza que me passe
A maldade que me passe
Olho grande que me passe
A má sorte que me passe
A inveja que me passe
A tristeza da guerra
Tranqüila
Levo a vida tranqüila

enviada por Engavetada



26/05/2004 01:05

Música

Tem tocado ultimamente a música Tranqüilo (Kassin), na voz de Thalma de Freitas. Já procurei a letra na internet, não a encontrei. Escrevi um e-mail para a MPB FM hoje, espero que me respondam logo. Se alguém puder antecipar, agradeço. :-)

Ah, se tudo der certo (leia: se eu tiver disposição), amanhã verei "A Mulher do Aviador", na sessão de 15h20min. Explico a possível falta de disposição: terei aula de 10h40 até às 14h20, depois, às 19h30min... Não sei se vou querer ficar me deslocando por aí. :-)

enviada por Engavetada



26/05/2004 01:01

Mês de junho

Trabalhos a entregar (por enquanto):

*Dia 03 (manhã) – Teoria da Literatura; (Eu mereço! :-/)
Dia 07 (noite) – Dialetologia;
Dia 22 (noite) – Crítica literária.

enviada por Engavetada



25/05/2004 01:38

Jorge Luis Borges

Pegar um livro e abri-lo guarda a possibilidade do fato estético. O que são as palavras dormindo num livro? O que são esses símbolos mortos? Nada, absolutamente. O que é um livro se não o abrimos? Simplesmente um cubo de papel e couro, com folhas; mas se o lemos acontece algo especial, creio que muda a cada vez.

enviada por Engavetada



25/05/2004 01:14

Se possível, seria perfeito:

Um homem heterossexual casar-se com uma mulher homossexual e uma mulher heterossexual casar-se com um homem homossexual. Por que daria certo? O primeiro casal poderia assistir a jogos de futebol juntos, sem problemas; o segundo poderia gastar horas nos shoppings, conversar sobre cosméticos e cortes de cabelo. Não seria perfeito? rs Outra coisa: estou falando em linhas gerais, ok? Afinal, todos sabemos: há muitos homens heterossexuais que se cuidam mais que uma mulher, assim como há muitas mulheres heterossexuais extremamente desleixadas, enfim, nada tem a ver com a orientação sexual de cada um. Só quis brincar um pouco com os estereótipos.

enviada por Engavetada



25/05/2004 00:52

Pontos positivos por não estar namorando:

01. Posso passar todo o fim de semana em casa, quietinha, sem chatear ninguém com a minha ausência ou minha pouca vontade de movimento;
02. Não preciso chegar da faculdade à noite, correr para o telefone e ligar antes que a pessoa durma para pelo menos dizer-lhe um oi. Posso chegar tranqüilamente, dar atenção à Mammy, comer, fazer minhas coisas, etc.;
03. Posso deixar o celular desligado sem problemas;
04. Não preciso pensar que é uma determinada pessoa sempre que o telefone toca ou chega alguma mensagem no telefone;
05. Economizo bastante na compra de créditos;
06. Economizo telefone;
07. Não preciso pensar em nenhum programa durante a semana (para o fim de semana);
08. Não preciso ouvir os planos da outra pessoa nem pensar se vou querer fazer parte deles ou não;
09. Não preciso inventar desculpas para a Mammy;
10. Não chego em casa com cara de pastel.


Pontos negativos:

Todos os anteriores. rs

enviada por Engavetada



24/05/2004 11:50

Todo mundo é lobo por dentro (Petulante)
(Oswaldo Montenegro)

Você me disse que eu sou petulante, né?
acho que sou sim, viu?
como a água que desce a cachoeira
e não pergunta se pode passar
você me disse que meu olho é duro como faca
acho que é sim, viu?
como é duro o tronco da mangueira
onde você precisa se encostar
você me disse que eu destruo sempre
a sua mais romântica ilusão
e destruo sempre com minha palavra
o que me incomodou
acho que é sim
como fere e faz barulho o bicho que se machucou
como fere e faz barulho o bicho que se machucou

enviada por Engavetada



24/05/2004 00:20

Livro desconhecido

Estou à procura de um livro para ler. É um livro todo especial. Eu o imagino como a um rosto sem traços. Não lhe sei o nome nem o autor. Quem sabe, às vezes penso que estou à procura de um livro que eu mesma escreveria. Não sei. Mas faço tantas fantasias a respeito desse livro desconhecido e já tão profundamente amado. Uma das fantasias é assim: eu o estaria lendo e de súbito, a uma frase lida, com lágrimas nos olhos diria em êxtase de dor e de enfim libertação: "Mas é que eu não sabia que se pode tudo, meu Deus!"

[Clarice Lispector In A Descoberta do Mundo, p. 233]


enviada por Engavetada



23/05/2004 22:16

Dando ouvidos ao meu lado consumista

Na sexta-feira, não resisti. Em comemoração ao aniversário de 10 anos da EdUERJ, vários livros estavam em promoção, os preços variavam de 5 a 10 reais. Comprei cinco:

01. Oswald Plural, Gilberto Mendonça Teles (org.);
02. Literatura Brasileira em Foco, Fátima Cristina Dias Rocha (org.);
03. Literatura: esse objeto do desejo, Claudio Cezar Henriques;
04. Escritos Sobre Poesia e Alguma Ficção, Antonio Carlos Secchin;
05. Nelson Rodrigues e a Obs-cena Contemporânea, Victor Hugo Adler Pereira (já destinado a um grande amigo que desenvolve pesquisa na área).

Hoje, na Siciliano virtual:

06. O Eleito, Thomas Mann;
07. Duas novelas: a lei e a enganada, Thomas Mann;
08. As Flores do Mal, Charles Baudelaire;
09. Enquanto Agonizo, William Faulkner;
10. Teoria da Literatura Em Suas Fontes (vol. 2), Luiz Costa Lima.

Na verdade, queria comprar apenas os números 03 e 05, mas não resisti quando vi o preço dos outros. A Siciliano anda me surpreendendo... Depois da bagatela que paguei pelos dois volumes da Ilíada, agora são várias obras de Thomas Mann e William Faulkner em promoção. Eles têm algum acordo com a editora Arx...

enviada por Engavetada



23/05/2004 12:48

A Mulher do Aviador (1981)

Estreou mais um filme do Rohmer... Quem me acompanha? rs
Puxa, queria tê-lo visto ontem, mas a preguiça anda imperando. E as próximas semanas serão complicadíssimas, tentarei durante a semana, uma sessão à tarde, talvez. Complicado. :-/

enviada por Engavetada



22/05/2004 22:44

Medéia

Estou com o ingresso comprado para amanhã (domingo) às 20h... Tenho carona para ir e o metrô para voltar. Ainda não sei se eu vou. :-/




No elenco: Renata Sorrah (Medéia), Ivone Hoffmann (Ama), Emiliano Queiroz (Tutor e Mensageiro), Christina Guinle (Coro), Cláudio Marzo (Creonte), José Mayer (Jasão), Dalton Vigh (Egeu), Gabriel Caixeiro e Gabriel Moura (filhos de Jasão e Medéia).

Teatro Dulcina, Rua Alcindo Guanabara, 19, Cinelândia (2240-4879). Cap.: 250 pessoas. 5ª, às 20h30, 6ª e sáb., às 21h, e dom., às 20h. R$ 5. Duração: 1h30min. Classificação etária: 14 anos. Até 13 de junho.

enviada por Engavetada



22/05/2004 13:06


Seu pecado é a preguiça!
Qual é o seu pecado capital?


Preguiça... Puxa. Até que é um pecado bonzinho... rs

enviada por Engavetada



22/05/2004 13:02

Manias pouco (?) conhecidas de Someone...

01. Guardar notas fiscais, principalmente de livros, CDs e DVDs (desde 1998);
02. Guardar (ou colecionar) marcadores de página. Gosto dos mais simples, de papel mesmo, desde que seja durinho; não gosto dos moles, mas eu os pego também (rs). Às vezes uso mais de cinco em um mesmo livro, quando é de poesia. Quando vou às livrarias, não saio com menos de três, mesmo que eu compre apenas um livro (heheh);
03. Guardar cartões de livrarias;
04. Guardar sacolas de livrarias. Não, na verdade, eu tenho mania de sacolas, não importa de onde, mas eu prefiro as menores e as de livrarias (rs). Guardo todas dobradinhas;
05. Guardar ingressos de cinema e teatro (desde 1998);
06. Tomar banho com a porta aberta, para ouvir melhor o som que fica no meu quarto. Talvez seja uma mania temporária, se eu tivesse como pôr um rádio no banheiro...;
07. Tomar Toddynho, principalmente, após o jantar (já me disseram que isso é péssimo);
08. Comer chocolate quando chove e/ou faz frio (ah, essa todos conhecem...);
09. Usar lapiseira 0.5 e caneta de ponta bem fina. Escrevo, mas não me entendo com Bic e similares.

Hummm, não me lembro de mais nada...

enviada por Engavetada



20/05/2004 23:10

Na faculdade...

Já me convenci: tenho ímã, atraio malucos. :-)

(O papo começou pela pergunta "você já está lendo a Ilíada?", depois eu sugeri que ele fizesse a leitura acompanhado por algum dicionário de mitologia. E entra o que segue.)

Menino: Desculpa perguntar, mas qual é a sua idade?
Someone: Quantos anos você acha que eu tenho?
Menino: Dezessete, dezoito?
Someone: Tudo bem, posso ter uma delas.
(Sorri e me despedi.)
_______

Primeira vez que respondo algo parecido. Gostei. rs Melhor do que dizer a idade verdadeira e ouvir um "ah, você está brincando... jura?" ou "nossa, não parece". Cansei. Agora eu tenho a idade que derem para mim... É um bom recurso para quem está envelhecendo. ;-) Só espero que não me dêem mais do que eu tenho, aí vai ser mais vantajoso dizer a verdadeira... rs

enviada por Engavetada



20/05/2004 23:00

E Someone não gosta de:

Acordar cedo, chegar à faculdade e descobrir que a professora faltou.

Foi o que aconteceu hoje. :-( Mas, para não perder a viagem, assisti a uma aula de Teoria da Literatura como ouvinte. :-) Não, não sou maluca – a aula da professora em questão sempre vale a pena. Até hoje só conheci dois professores (UFF e UERJ, um em cada) cujas aulas eram realmente imperdíveis, indispensáveis.
Ah, outra coisa: a verdade é que eu não gosto de acordar cedo em dia algum. :-)

enviada por Engavetada



20/05/2004 22:58

(Ao telefone... Hoje à tarde)

Someone: Alô.
Outra pessoa: Alô, quem está falando? Someone?
Someone: Sim, sou eu.
Outra pessoa: Oi, Someone, tudo bem? Não foi à escola não?
Someone: Tudo bem. Já fui e vou voltar daqui a pouco...
Outra pessoa: Ah, é a segunda vez que você me atende...
Someone: Desculpa, mas... quem está falando?
Outra pessoa: É a titia M...
Someone: Ah, oi, tudo bem? Não estava conseguindo identificar sua voz...
Outra pessoa: Da outra vez a sua estava bem diferente, hoje está de bebê... A mamãe está por aí? Se estiver ocupada, ligo depois...
Someone: Não, não, vou chamá-la... Um beijo.
_______

Ela deve pensar que eu ainda tenho 12 anos, quando foi mais ou menos a última vez em que nos vimos...

enviada por Engavetada



19/05/2004 23:32

Resultado da missão no banco

Depois da tentativa frustrada de passar pela porta giratória, ontem (terça-feira) recebi em casa o cheque devolvido que fui buscar naquele dia. Legal. Não sabia que eles enviavam pelo correio. Não precisarei voltar... :-)


E eu não entendo Someone...

Na 2ª feira, Someone quase morreu por ter lido uma simples frase em menos de um minuto, certo? Exatamente um dia depois, na primeira aula de um professor substituto, Someone é colocada em evidência por, no mínimo, seis vezes (não é exagero), tendo de responder a várias perguntas, e o faz na maior tranqüilidade do mundo... Quem explica?

enviada por Engavetada



18/05/2004 14:35

Para relaxar um pouco...

Veja se você é um(a) leitor(a) assíduo(a) deste blog. Clique aqui. Agora não tem desculpa: não há nenhuma pergunta impossível, aliás, todas as respostas estão no blog. Só não vale trapacear... ;-)

enviada por Engavetada



18/05/2004 13:09

Na sala de aula

Professora: “Alguém aí de trás pode ler a próxima pergunta para mim?” Segundos depois: “Todos abaixaram a cabeça, você não, lê para mim, Someone?”
Someone, após menear a cabeça afirmativamente: Em que, conforme Leite e Callou, o atlas lingüístico de Antenor Nascentes...
Professora: “Pode ler só um pouquinho mais alto?”
Someone: Em que, conforme Leite e Callou, o atlas lingüístico de Antenor Nascentes se difere dos demais?

Pronto. Sobrevivi. Putz, mas era só uma frase? Sim, apenas uma frase, suficiente para me deixar sem conseguir segurar firmemente uma caneta por cinco minutos. :-)
Essa minha mania de não desviar o olhar só me mete em furada... heheh Não, até que eu gosto. Geralmente não me ofereço, fico quietinha, mas, quando me pedem, eu o faço sem problemas. Costumo ficar sem graça diante da minha turma, porque a maioria criou o mito de que Someone não fala. Ontem, no caso, turma diferente, tranqüilo, apesar do que eu senti depois...
Vou começar a me oferecer (?) agora, não deixa de ser uma preparação para os temíveis seminários... :-)

enviada por Engavetada



17/05/2004 15:12

Momento onírico

Sempre sonho com vários títulos de livros, autores, às vezes consigo identificá-los, outras não. Na última noite, por exemplo, o livro foi A Calma e a Chuva. Autor? Albert Rose. Se alguém souber da existência de algum deles... Difícil. rs

enviada por Engavetada



17/05/2004 15:08

Primeira vez

É estranho saber que a pessoa que você namorou há algum tempo está namorando. Não, de verdade, eu achei legal quando me contou. Nossa história acabou há quase um ano, ou melhor, o relacionamento acabou há quase um ano, a história levou mais tempo para acabar (para mim). rs É estranho quando não é você quem termina, e foi o que aconteceu pela primeira vez. E se torna ainda mais estranho quando tudo se deu – o término – de forma razoavelmente tranqüila, apesar de ter sido bem complicado para mim. Gostei de saber, soube pela pessoa mesmo, parece que faz pouco tempo, espero que dê certo. De verdade. Só não posso negar que foi estranho. Como assim? É, não deveria ser: já não penso mais, já não a vejo da mesma forma que antes, está tudo tranqüilo, bem, foi estranho, nada que o tempo, como sempre, não ajude a diluir a estranheza. ;-) Na verdade, o estranhamento se deu apenas no momento da declaração. Agora tudo já voltou para o lugar. E eu ainda canto: “Nosso amor não deu certo / Gargalhadas e lágrimas / De perto fomos quase nada / Tipo de amor que não pode dar certo / Na luz da manhã (...) / Demasiadas palavras / Fraco impulso de vida / Travada a mente na ideologia / E o corpo não agia / Como se o coração tivesse antes que optar / Entre o inseto e o inseticida / Não me queixo / Eu não soube te amar / Mas não deixo / De querer conquistar / Uma coisa qualquer em você / O que será? (...)”. Nada, uma amizade de alguma forma restou. :-)

enviada por Engavetada



17/05/2004 00:48

Sempre era a mesma sensação. Voltava para casa com a certeza de que não havia ninguém à sua espera. Morava sozinho desde que mulher e filhos o abandonaram. Sim, o inacreditável e o inimaginável aconteceu. Fora casado um dia. E também tivera filhos. Não conseguiu levar o "Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria" que lera na adolescência por muito tempo. O casamento durou cinco anos. Antes não fora diferente. Voltava para casa com a certeza de que ninguém estava à sua espera, por mais que houvesse mulher e filhos em casa. A verdade é que ninguém nunca o esperou. Ou era ele quem não queria que alguém o esperasse? Talvez não se perguntasse, talvez não sentisse falta, talvez não vivesse neste mundo, e sim em um outro bem particular, onde não cabia ninguém, sequer ele mesmo. Uma certeza, além da que ninguém o esperava, ele tinha: não nascera para ser marido, muito menos para ser pai. Talvez tenha nascido para ser eternamente filho. Sim, a verdade é que não conseguia ser outra coisa. E nem filho fora por muito tempo. Perdera a mãe quando criança. Até hoje sente falta de uma voz terna lhe dizendo boa noite, durma bem, meu filho. Agora, como não há ninguém à sua espera, enrodilhado na cama, na madrugada gélida e melancólica de todos os dias, ele liga para a central do aparelho celular. Sim, os tempos são outros. Ele não quer saber o saldo de seus créditos, não quer ajuda, não quer resolver qualquer problema técnico, basta a gravação de um boa noite ao pé do ouvido, de madrugada, não importa de quem. Ele apenas quer dormir (bem).

enviada por Engavetada



17/05/2004 00:38

NÁUSEA. Vontade de nada.
Existir por não morrer.
Como as casas têm fachada,
Tenho este modo de ser.

Náusea. Vontade de nada.
Sento-me à beira da estrada,
Cansado já no caminho
Passo pra o lugar vizinho.

Mais náusea. Nada me pesa
Senão a vontade presa
Do que deixei de pensar
Como quem fica a olhar...

(Fernando Pessoa)

enviada por Engavetada



15/05/2004 14:52

Silêncio

Estou cansada, com sono, confusa, sem tempo, sem vontade, sem paciência, sem palavras (minhas e/ou de outrem)... Mas ainda não é o fim.

enviada por Engavetada



15/05/2004 12:59

DORME enquanto eu velo...
Deixa-me sonhar...
Nada em mim é risonho.
Quero-te para sonho,
Não para te amar.


A tua carne calma
É fria em meu querer.
Os meus desejos são cansaços.
Nem quero ter nos braços
Meu sonho do teu ser.

Dorme, dorme, dorme,
Vaga em teu sorrir...
Sonho-te tão atento
Que o sonho é encantamento
E eu sonho sem sentir.


(Fernando Pessoa)

enviada por Engavetada



12/05/2004 17:02

Da série coisas que só acontecem com Someone

(Em uma lanchonete, na faculdade...)

Someone: Oi :-), boa noite.
Um senhor: Oi, Fofinha, hoje tem Galak.
Someone: É, já vi. :-)
Someone (para o menino da caixa): dois Galak, por favor. Tem Toddynho?
O caixa (para um outro menino): Ei, tem Toddynho aí?
Menino: Tem, sim.
Someone: Ah, vou querer um, por favor...
Menino: E eu vou querer 10% para levá-lo até você... Sabe o que é, colega, eu não trabalho aqui.
Someone: Ai, desculpe-me... Muito obrigada. :-)
Menino: Sempre quis trabalhar, sabe? Eles não me chamam. Vou tirar uma foto sua recebendo o Toddynho. (E virou o celular para a minha direção. Depois me mostrou a minha foto.)
Someone: Juro que eu não estava levando a sério...
Menino: Ah, é? Então vou tirar outra, agora de frente... (Na anterior eu saí de perfil.)
(Estava terminando de pagar.)
Someone: Bom, vou indo... Obrigada, boa noite.

Só espero que a minha foto já tenha sido apagada. Não foi um abuso?

enviada por Engavetada






Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?)